sábado, 15 de fevereiro de 2014

Epa! A fada Sininho

Epa! Jonas Tadeu Nunes! É o nome do advogado dos assassinos do cinegrafista Santiago. Jonas Tadeu Nunes também já defendeu Natalino Guimarães, integrante de milícia. Marcelo Freixo questionou a hombridade de Jonas Tadeu Nunes por ter exercido a sua profissão: defender réus, seja lá qual for a gravidade do crime.

O advogado Marcio Thomaz Bastos defendeu Carlinhos Cachoeira em um crime de Colarinho Branco. O mesmo Marcio Thomaz Bastos tinha ligações com - Epa! - todos os advogados dos réus do Mensalão. Marcelo Freixo nunca se manifestou em relação à hombridade de Marcio Thomaz Bastos.

Marcelo Freixo tem uma certa fixação por milícias. Além de Jonas Tadeu Nunes, ele também acusou Eduardo Paes de ter reuniões com chefes da milícia. O PSOL, do mesmo Marcelo Freixo, teve como integrante o vereador Berg Nordestino, que - Epa! - estava no relatório das milícias. O relatório das milícias foi feito por Marcelo Freixo. Marcelo Freixo alegou que não sabia de nada. O Mensalão também começou assim: Lula não sabia de nada.

Logo após a morte do cinegrafista Santiago, uma reportagem de VEJA divulgou os financiadores do grupo Black Bloc. Lá estão - Epa! - deputados do PSOL, um juiz e, inclusive, um delegado. As informações foram passadas no Facebook de uma ativista conhecida como Sininho. Se Marcelo Freixo fez a CPI das Milícias, agora deveria fazer a CPI dos Black Blocs. Se as milícias colocam em risco a vida de moradores de favelas, os Black Blocs colocam em risco a vida de jornalistas que querem exercer a sua profissão.

Coloco em questão, ainda, aqueles que defendem Marcelo Freixo com viés de devoção. Ele é tratado como uma espécie de Che Guevara do Século XXI. Se os deputados do PSOL são capazes de financiar um grupo de "manifestantes" que matam jornalistas, por que não pagariam uma meia dúzia de idiotas para venerar Marcelo Freixo? Epa! Talvez a fada Sininho tenha a resposta.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

É passado

Lobão virou colunista. Está em VEJA. Em sua primeira coluna, intitulada A era do Rebelde Chapa-Branca, Lobão relatou o brasileiro que vai às ruas protestar contra o chamado "Sistema" e, ao mesmo tempo, vive de subsídios do mesmo. Se durante o Governo Lula a imprensa era o retrato de um subgrupo Chapa-Branca organizado, agora a corrente é liderada pelo povo.

Dilma Rousseff passa ilesa quanto aos abusos de seu mandato. Seu governo aumentou a taxa de juros, aumentou a gasolina, aumentou o diesel, aumentou o IOF, aumentou o IPI dos automóveis, aumentou o PIS e Cofins na compra de bebidas. Dilma Rousseff aumentou, inclusive, a inflação. Só organizamos uma manifestação quando aumentaram R$ 0,20 da nossa passagem. O alvo principal foi Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro. Os cariocas são a personificação do Rebelde Chapa-Branca.

Lobão também participou do Programa Roda Viva, da TV Cultura. A mesma manifestação foi debatida. Um dos entrevistadores foi categórico ao afirmar que os Black Blocs, um novo subgrupo Chapa-Branca organizado, "é de direita, pois usam máscaras". O nome do entrevistador é Alex Solnik. Repetindo: Alex Solnik, Alex Solnik, Alex Solnik.

Ser de Esquerda ou de Direita é uma questão ideológica e não estética. A divisão de ideologias deve ser aplicada a países minimamente organizados. O Brasil sempre se confunde ao classificar grupos de Esquerda e Direita. Alex Solnik também confundiu tudo. Confundiu, inclusive, a minha cabeça. Desde sua afirmação a respeito dos Black Blocs, me pergunto quem é de Esquerda e de Direita. Paulo Maluf é de Direita? José Sarney é de Direita? Eles fizeram aliança com Lula? Lula é de Direita ou de Esquerda?

Passei, também, a buscar mais informações sobre Alex Solnik. Ele é blogueiro. Mantém seu blog no site da Revista Brasileiros. Alex Solnik é esquerdista da linha bolchevique. Faz exaltações que vão de Lênin à Dilma Rousseff. Lendo alguns de seus textos, um me chamou a atenção. Intitulado: Putin mostrou ontem porque é o mais poderoso do Mundo em 2013. Mas o que me chamou realmente a atenção foi como Alex Solnik comentou as manifestações na Ucrânia: "A Rússia dá de dez a zero na Europa, é o que os ucranianos não percebem. Eles (ucranianos) protestam porque no passado os russos mataram milhões de ucranianos. Mas isso é passado."

O talento que Alex Solnik tem para comentar manifestações é o mesmo de Dilma Rousseff para atuar na área econômica. Com o agravante que Dilma Rousseff é formada em economia e quebrou uma loja de R$ 1,99. Mas esqueçamos. Isso é passado.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Paulo Henrique Amorim e eu

A partir do dia em que me tornei um blogueiro, passei a acessar o blog de Paulo Henrique Amorim diariamente. Ando cada vez mais confuso.

O blog de Paulo Henrique Amorim beira a jocosidade. Lá estão letras garrafais. Lá estão charges depreciativas a autoridades. Lá está o anúncio de uma estatal. Lá está o banner de um banco privado. Lá está a publicidade do site InglesFluenteOnline.com.br, ainda que Paulo Henrique Amorim seja um antiamericano clássico.

Os petistas são dotados de um corporativismo ímpar. Paulo Henrique Amorim foge à regra. Se todos os petistas estão propensos a seguirem o cartel cubano, Paulo Henrique Amorim é da classe bolivariana. Diariamente, Paulo Henrique Amorim manifesta o seu desejo de derrubar a TV Globo, alegando que a emissora deve 1 bilhão de reais referentes à compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002, que ocorreu na Coréia do Sul e Japão. Ao mesmo tempo em que Paulo Henrique Amorim quer derrubar a TV Globo, eu quero derrubar o PT. Como sou mais comedido, exijo apenas que seja esclarecido o assassinato de Celso Daniel.

Paulo Henrique Amorim e eu estamos juntos em algo: queremos derrubar José de Abreu. Derrubando a TV Globo, Paulo Henrique Amorim derruba José de Abreu, que é funcionário da emissora. Derrubando o PT, eu derrubo José de Abreu, que é filiado ao partido. Diferentemente do bolivariano Paulo Henrique Amorim, José de Abreu é petista da linha cubana, que passa as férias nos Estados Unidos. Ele é nosso Chico Buarque das artes. Uma espécie de Gilberto Gil da dramaturgia.

José de Abreu à parte, Paulo Henrique Amorim é o meu modelo daquilo que não devo seguir. Se ele faz algo, imediatamente trato de fazer o contrário. Paulo Henrique Amorim faz campanha de "Audiência Zero" para o Jornal Nacional. A partir de então, sintonizo no Jornal Nacional todos os dias. Paulo Henrique Amorim quer o impeachment de Gilmar Mendes. Tratarei de escrever uma carta me solidarizando com o ministro. Paulo Henrique Amorim acha injusta a prisão dos Mensaleiros. Não tão somente acho justa a prisão dos mensaleiros, como me pergunto até hoje porque Lula sequer foi citado durante todo o processo.

Ainda sobre a TV Globo e o PT: ando cada vez mais cético que Paulo Henrique Amorim e eu tenhamos êxito em nossas Cruzadas.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Chape-chape

Três de Janeiro de 2014. Cá estou. Tornando-se, de fato, um blogueiro. Temi. Aconteceu.

Preciso repetir, ao menos, três vezes ao dia, para que a ideia fixe em minha mente. Romário, você é um blogueiro. Você é um blogueiro, Romário. Um blogueiro, Romário.

Sim: estou fazendo um arremedo da autocrítica de Fabiano em Vidas Secas.

Se Fabiano é o retrato do Sertanejo ignorante, porém, trabalhador, que busca incessantemente o bem de sua família, eu me classifico como um projeto de blogueiro acomodado, que não gosta de trabalhar e visa exclusivamente o bem próprio. Falta-me, apenas, um patrocínio da Caixa Econômica Federal.

O Mundo dos blogueiros não é dos mais simples. Vasculhei todos os meus novos companheiros de diversão. Aliás: de trabalho. Escrever pode se tratar de diversão para mim; para Flaubert; para Henry David Thoreau. Mas para Paulo Henrique Amorim, é um expediente com licença poética para baixaria. Chape-chape. Calcei minhas alpercatas.

Existem outros blogueiros: Paulo Moreira Leite mantém uma coluna no site de Isto É; Luis Nassif tem um blog no GGN; Emir Sader está em Carta Maior; José Dirceu tem o seu próprio blog, com citações dos três mencionados anteriormente; Tereza Cruvinel está no Dzaí; Juca Kfouri tem um blog no UOL. Quem mais? Flávio Gomes, Lúcio de Castro, Ricardo Berzoini, Paulo Nogueira, Protógenes Queiroz e Marcio Pochmann. Chape-chape. Sinto que meu corpo está se curvando.

Os lulistas vestem a camisa do lulismo despudoradamente. Mas quando alguém se atreve a apontá-los como lulistas, eles se defendem, sob o argumento de que se trata de "falta de ética". Diria que estou prestando um serviço ao atribuir um blogueiro como Paulo Henrique Amorim ao posto de lulista. O governo desembolsou R$ 628 mil ao seu blog, Conversa Afiada, em 2012. Significa que gastamos mais de meio milhão de reais para Paulo Henrique Amorim se referir a José Serra como "José Cerra"; ou a Heraldo Pereira como "negro de alma branca". Paulo Henrique Amorim é o modelo de ética no Brasil.

A ideia de se tornar um blogueiro ainda não se fixou em minha mente. Talvez, com um módico cachê como o de Conversa Afiada, ela se fixe naturalmente. Talvez, com um patrocínio da Caixa Econômica Federal. Talvez, com o respaldo da classe lulista, fingindo não ver injúrias raciais ou ofensas gratuitas. Talvez, talvez, talvez. A única certeza é que Fabiano estava correto em Vidas Secas: esses capetas têm ideias, sim senhor.